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Anestesiologia

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Uma das maiores preocupações dos pacientes que desejam submeter-se à cirúrgica de obesidade mórbida é a anestesia. Procuramos esclarecer alguns pontos que geram dúvidas frequentes abaixo:

É realizada uma semana antes da cirúrgica para conhecer o paciente, rever seus exames e a avaliação clínica já feita, para detectar as características de cada um com a finalidade de prevenir e corrigir qualquer problema que possa surgir durante o ato operatório. Esta consulta prévia possibilita conhecer o passado de alergia, patologias associadas, histórico de outras anestesias e cirurgias pelas quais o paciente já se submeteu. Permite que o paciente conheça o médico que vai anestesiá-lo e tirar as dúvidas e os medos mais comuns.

A anestesia divide-se em três fases: indução anestésica, trans-operatório e recuperação pós-anestésica.

1. Indução anestésica –  é a fase que o paciente vai receber os primeiros medicamentos para o início da cirurgia. Já dentro do centro cirúrgico, o médico punciona uma veia do braço e são ligados todos os aparelhos que irão controlar os parâmetros vitais do paciente (pulsação, pressão arterial, respiração, concentração de oxigênio e gás carbônico no sangue e outros). É administrado oxigênio sob máscara e na veia puncionada aplica-se medicamentos que farão o paciente dormir. A seguir ocorre a entubação oro-traqueal que consiste na introdução de um tubo plástico na traqueia do paciente, o qual será conectado ao aparelho de anestesia. Por este tubo o paciente respira e recebe os gases anestésicos durante a cirurgia.

2. Fase trans-operatória – nesta fase o paciente mantém-se anestesiado recebendo um fluxo constante de gás anestésico e oxigênio ou ar. A quantidade de gás recebida pelo paciente é determinada pelo anestesista e mantida através do aparelho de anestesia “carrinho de anestesia”. Através do computador do carrinho a mistura de oxigênio, ar e anestésico é mantida constante. O anestesista continua acompanhando os sinais vitais do paciente mantendo sua anestesia em um plano adequado para o cirurgião operar, assim como a hidratação do paciente. Nesta fase administra-se quantidades de soro adequadas para manter a pressão arterial e para o perfeito funcionamento dos rins. Por esta razão muitos pacientes costumam urinar bastante no pós operatório.

3. Recuperação pós anestésica – é a fase de despertar do paciente após a cirurgia. A inalação dos gases anestésicos é suspensa e inicia-se a fase de recuperação. O tempo que o paciente leva para acordar é muito variado, no entanto sabe-se que em pacientes obesos há a tendência do anestésico depositar-se no tecido gorduroso, retardando o despertar. A recuperação pode ocorrer na sala de recuperação do centro cirúrgico ou na UTI. O anestesista e o cirurgião decidem qual será o local mais adequado para cada caso.

É importante finalizar dizendo que toda anestesia traz um risco próprio. Há avanços significativos no que se refere a controles e novas drogas mais seguras, porém o fator de risco mais importante é a condição clinica prévia de cada um. Por esta razão é que a ênfase nos exames pré-operatórios e condições clínicas são tão ressaltadas.

Anestesiar o paciente com obesidade mórbida tem algumas particularidades que o anestesista mais experiente pode contornar.