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Apoio de psiquiatra auxilia paciente a superar transtornos e obter melhores resultados

Apoio de psiquiatra auxilia paciente a superar transtornos e obter melhores resultados

869Existe um receio comum entre familiares e pacientes de cirurgia bariátrica: o surgimento de transtornos psiquiátricos. A incidência destas doenças entre pacientes obesos é maior do que na população em geral, de acordo com pesquisa publicada recentemente. Muitas pessoas associam estes quadros psiquiátricos – principalmente a depressão – com a cirurgia bariátrica, mas isto não é correto. Na verdade, o procedimento ajuda a superar estes transtornos psiquiátricos, desde que devidamente tratados.

 

Segundo Adriano Segal e Debora Kussunoki, psiquiatras integrantes da Comissão de Especialidades Associadas da SBCBM (COESAS-SBCBM), na maioria das vezes não há relação de causa e efeito entre a cirurgia bariátrica, o emagrecimento e a incidência de quadros psiquiátricos, com exceção dos problemas com álcool e algumas alterações alimentares.

 

“A condição pode ter simplesmente surgido depois da cirurgia do mesmo modo que um calo no pé pode aparecer depois de eu ter uma gripe ou tomar um antitérmico. Um não causou o outro. O emagrecimento tende a melhorar estes transtornos”, explicam os psiquiatras.

 

Os quadros mais comuns são transtorno de ansiedade, depressivo e alimentar. A equipe multidisciplinar e a família devem estar atentas a quadros de desnutrição que indiquem quadros depressivos, ou qualquer outra manifestação psiquiátrica, e a transtornos que surjam após a realização do procedimento – apesar de não serem necessariamente causados pela cirurgia bariátrica, necessitam de cuidado especializado e imediato para não prejudicar o tratamento cirúrgico da obesidade.

 

Nos quadros depressivos, os sintomas centrais são desânimo e tristeza persistentes e importantes com ou sem causa por duas semanas ou mais tempo, por exemplo. “Junto com um ou os dois que citamos, aparecem pensamentos negativos, desinteresse em atividades habituais, descuido com a higiene, dificuldades de memória ou atenção, dores inexplicadas, sono e alterados”, esclarecem os psiquiatras, antes de completar: “Em quadros mais graves podem surgir ideias de morte, suicídio e tentativas de suicídio podem aparecer também”, completam.

 

O tratamento para estes transtornos psiquiátricos é o mesmo para pessoas que não sofrem de obesidade. O primeiro passo é superar o preconceito e buscar auxílio de um psiquiatra capacitado. O tratamento dos transtornos psiquiátricos tende a beneficiar o tratamento geral, aumentando a adesão ao programa pós-operatório.

 

“A depressão e outros quadros psiquiátricos podem ser doenças graves, que demandem tratamento medicamentoso e exames laboratoriais. Quem pode fazer isso de modo adequado e rápido é o psiquiatra”, ressaltam os especialistas.

 

870Alcoolismo

Outra preocupação importante é o abuso de álcool. Este problema pode acontecer pelas alterações que as cirurgias bariátricas causam no organismo do paciente, que faz com que o álcool seja absorvido mais rapidamente. Após a cirurgia bariátrica é comum que os pacientes tenham maior disposição para desenvolverem uma vida social mais intensa e se exporem mais ao álcool.

 

Adriano Segal e Debora Kussunoki explicam que não é possível prever quem terá problemas com a bebida. Por isso, ressaltam que o fundamental é evitar absolutamente a ingestão de álcool. “A orientação mais razoável na atualidade é: se você planeja fazer a cirurgia bariátrica, não beba no posoperatório, até segunda comunicação. Não existe isso de beber menos ou pouco. A recomendação é clara: não beba álcool após a cirurgia”, afirmam categoricamente os psiquiatras da COESAS-SBCBM.

 

Fotos via Pixabay e Wikimedia (CC0 1.0 )

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