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Atividades Físicas para Idosos Pós-Bariátricos

Atividades Físicas para Idosos Pós-Bariátricos

O processo de envelhecimento por si só, já está associado a mudanças morfofuncionais, que em associação ao sedentarismo, reduzem a capacidade funcional e prejudica o desempenho motor, culminando em problemas psicológicos e sociais. As mudanças incluem diminuição na massa muscular e densidade óssea, sem contar a elevação plasmática de várias citocinas inflamatórias. Quando combinado à obesidade, este processo aumenta ainda mais o risco de desenvolvimento de doenças crônicas, roubando a autonomia e diminuindo de maneira crucial a qualidade de vida.

A cirurgia bariátrica é considerada o tratamento mais efetivo para a obesidade severa em todas as idades. Recentes revisões bibliográficas atestam a segurança de sua realização na população idosa, mostrando suficiente perda de peso e melhora de comorbidades. Apesar das melhorias significativas no peso corporal e saúde cardiometabólico, a eveidência crescente sugere que a cirurgia bariátrica pode aumentar a fragilidade esquelética e o risco de fratura, acelerando a perda óssea, já comumente encontrada nesta fase da vida. A homeostase do metabolismo mineral ósseo e força óssea é regulada por sistemas de retroalimentação negativa inter-relacionados, influenciada tanto por fatores mecânicos e não mecânicos, tais como genética, sexo, idade, a disponibilidade de nutrientes, doença concomitante e terapia de drogas.

Na imagem a seguir pode-se  observar a diferença na área de secção transversa de coxa de dois sujeitos do sexo masculino, com idades de 25 e 63 anos respectivamente. Não somente a perda de massa muscular, mas a infiltração do tecido adiposo na musculatura remanescente, causando disfunções motoras e piorando a resistência anabólica.

O exercício físico é um fator importante na prevenção primária e secundária, bem como no tratamento da obesidade. Ele promove benefícios antropométricos, metabólicos, neuromusculares e psicológicos, melhora a taxa metabólica de repouso, preserva ou aumenta a massa magra e, ainda, acelera a perda de massa gorda durante a restrição dietética. O exercício físico aumenta a ativação de células satélites, diminui a infiltração de gordura na musculatura esquelética, induz a angiogênese e melhora a função endotelial. Os mediadores envolvidos na perda de massa muscular, tais como miostatina e Fox-O, encontram-se diminuídos em praticantes de atividades físicas, assim como o stress oxidativo e os níveis de inflamação. O exercício, além de estimular a síntese, diminui a degradação de proteína, aumentando a área de secção transversa muscular, o número de miofibrilas e a força, melhorando a funcionalidade motora.Especificamente o treinamento de força parece diminuir a expressão de TNF-α na musculatura de senescentes, atenuando os danos causados pelo processo de envelhecimento. Se realizado adequadamente, também promove a deposição de minerais na matriz óssea, melhorando a densidade deste tecido. O nível de condicionamento físico é um forte determinante da função mitocondrial na musculatura esquelética de idosos, pois aumenta a sua biogênese e prolonga sua sobrevivência.

A prática regular de exercícios físicos no pós-operatório de indivíduos idosos parece ser essencial para manutenção e ganho de massa óssea. Implementar programas que envolvam treinamento de força e mobilidade é fundamental para estes indivíduos uma vez que apresentam fragilidade esquelética com risco de fratura e perda óssea acelerada.

Artigo escrito pelas educadoras físicas Rejane Marcon e Cristina Aquino, presidente e vice-presidente do Núcleo de Saúde Física e Reabilitação das COESAS. 

 

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