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Barilive fala sobre a relação entre paciente e cirurgião

Barilive fala sobre a relação entre paciente e cirurgião

O Barilive desta terça-feira (04) abordou o tema “Como escolher o seu cirurgião bariátrico”. Os cirurgiões bariátricos Tiago Szego; Alexander Morrell e Alexandre Elias falaram sobre os critérios que devem ser observados antes da escolha do cirurgião, assim como sobre temas relacionados a importância da relação de confiança entre o médico e paciente, o pré e pós-operatório da cirurgia bariátrica, equipe multidisciplinar, entre outros temas.

O  Barilive é  um programa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), criado para levar informações aos pacientes que buscam tratamento para a obesidade mórbida. Este foi o penúltimo Barilive de 2018 .

Para, Alexander Morrell, um dos filtros que devem ser usados pelos pacientes na hora da escolha do profissional, é checar se é um associado da Sociedade.  “É um primeiro passo de confiabilidade, um cirurgião especialista. Sabemos que a área está bastante popularizada e tem inúmeros cirurgiões fazendo esse tipo de procedimento, mas nem sempre da forma como deve ser abordada. É uma parte importante e inicial”, afirmou Elias.

Existem mecanismos de avaliação para os profissionais titulares da Sociedade. “Passa por uma comissão de avaliação, são profissionais que frequentemente estão em eventos, em congressos, encontros. São obrigados a serem avaliados pelos seus pares, seus colegas da sociedade. É um cirurgião que está sempre atualizado”, explicou Morrell.

Geralmente, os pacientes chegam ao consultório por indicação de amigos ou do seguro de saúde ou porque conhecem o trabalho do cirurgião por redes sociais e outros meios de comunicação.  “Primeiro o paciente precisa ter certeza que ele quer operar, se ele é um candidato para a cirurgia [com avaliação dos especialistas] e tem que ter um cirurgião qualificado. O paciente precisa pesquisar antes de chegar ao cirurgião”, disse Morrell. “Se for viajar, você vai pesquisar sobre o lugar para onde vai, por que não pesquisar sobre o cirurgião que vai te operar?”.

Redução de peso

Em alguns casos é necessário que o paciente tenha uma redução de peso antes da cirurgia, para aumentar a segurança na operação, principalmente os super obesos. “Já vimos casos em que o fígado do paciente é tão grande que inviabiliza a cirurgia e nem sempre tem exames capazes de apresentar o tamanho exato. Se perder um pouco de peso, o fígado vai estar menor e vai ser mais fácil”, exemplificou Morrell.

Após a cirurgia, o paciente não deve pensar apenas em quantos quilos perdeu. “Há alguns anos a maior parte dos pacientes tinham como foco principal a perda de peso. Hoje a maior parte dos pacientes vêm [para o consultório] com a perda de peso, mas também com as doenças associadas e eles sabem que tem uma preocupação muito grande com as doenças. A perda de peso talvez seja o melhor dos efeitos colaterais da cirurgia, mas, mais do que isso vamos tratar doenças ruins a longo prazo, como pressão alta, diabetes, triglicérides”, afirmou Alexander Morrell

A obesidade já atinge 18,9% dos brasileiros. “Vejo a popularização da bariátrica porque o tratamento é reconhecidamente muito eficaz. As pessoas buscam o tratamento mais cedo hoje. Mas não podem procurar como algo mágico, apenas como uma meta, e esquecer que tem que continuar o tratamento para evitar que haja uma descompensação de todos os outros problemas”, alertou Elias.

Cirurgia robótica

A cirurgia robótica veio com o benefício de aprimorar o que já é feito com a cirurgia laparoscópica. “Para aprimorar algumas limitações que nós temos na cirurgia laparoscópica. Não é algo que veio para substituir, mas sim para somar. Em todas as áreas do aparelho digestivo, tem se mostrado várias vantagens em vários aspectos”, afirmou Elias.

O procedimento traz mais segurança para o cirurgião e para o paciente. “Toda tecnologia que vem agregar segurança é muito bem vinda. É muito difícil operar um paciente extremamente obeso na forma convencional. A laparoscopia veio para ajudar o médico e o paciente, promovendo menor dor, uma recuperação mais rápida e visualização melhor do campo operatório. Agora, o robô acrescenta algumas vantagens à vídeo, tentando corrigir algumas dificuldades que temos e que talvez seja um pouco melhor. Desde que você possa usar essa ferramenta eu acho muito bom, principalmente em pacientes superobesos e cirurgia revisional – Morrell

Segurança da operação

Para garantir a segurança da cirurgia, o paciente precisa passar por todas as etapas, o que leva entre 90 a 120 dias, ou mais. “Tem que passar por avaliação com o cirurgião, nutricionista, psicólogo e endocrinologista. Dependendo do caso, a pessoa precisa de mais uma avalição. Tem que fazer todos os exames e, caso apareça algo errado, é necessário corrigir. Também tem o tempo que o seguro saúde leva para autorizar a cirurgia”, disse Morrell.

O cirurgião não pode fazer a cirurgia sozinho, é necessário sempre que tenha outro médico especializado e capacitado na sala. “É Importante que o cirurgião transmita que ele tem uma equipe acostumada a trabalhar com ele, preparada, qualificada e que opera em um hospital com boa estrutura, que tem tomografia, UTI. Precisa mostrar que ele está preparado e passar segurança para o paciente”, disse Alexander.

O Barilive é transmitido ao vivo pelo Facebook, todas as terças-feiras, às 20 horas.