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Barilive tira dúvidas sobre quem pode operar, preparação e métodos cirúrgicos

Barilive tira dúvidas sobre quem pode operar, preparação e métodos cirúrgicos

O Barilive desta semana reuniu o cirurgião bariátrico Luiz Vicente Berti, a psicológa Andreza Wurzba e o nutrólogo Antônio Elias de Oliveira Filho para discutir o tema: “Quem pode operar?”.

No bate-papo, Antônio Elias destacou que a cirurgia bariátrica é indicada para pacientes com Índice de Massa Corporal acima de 35 quando diagnosticado outras doenças associadas a obesidade.

Durante a discussão, os especialistas destacaram as vantagens que a cirurgia bariátrica traz aos pacientes que apresentam outras doenças relacionadas à obesidade, mas também chamaram a atenção para a importância da adesão ao acompanhamento multidisciplinar no pós-operatório.

“Se é um paciente jovem, diabético e insulinodependente, com apneia do sono, a cirurgia pode mudar seu futuro. Isso porque a obesidade resulta em doenças que poderão acompanhar a pessoa pelo resto da”, diz o nutrólogo Antônio Elias de Oliveira Filho, coordenador do curso de pós-graduação em nutrologia da AMB, com atuação nas áreas de obesidade, preparo  pré e pós-cirúrgico para cirurgia bariátrica, nutrologia do esporte acompanhamento de doenças metabólicas.

“Muitas pessoas acabam procurando a cirurgia bariátrica com a ilusão de que a operação vai resolver os problemas e ficam descomprometidas com a adesão ao pós-operatório. Alguns pacientes esperam ‘ser emagrecidos’, atribuindo ao médico a responsabilidade do sucesso”, comenta a psicóloga Andreza Wurzba, especialista em psicologia analítica, psicossomática e dependências, abusos e compulsões.

Preparação

A psicóloga também apontou que o sucesso no pós-operatório está relacionado a preparação antes mesmo da cirurgia. Segundo Andreza, é preciso levantar todo o histórico da vida do paciente para entender como a obesidade atrapalha o projeto de vida daquela pessoa.

“A gente não trabalha só com o estômago. Aquele estômago tem dono! É de uma pessoa que tem trabalho, vida social, profissional, entre outros. Quando a pessoa toma consciência de tudo o que ela quer e de tudo o que ela está deixando de fazer, ela passa a aderir ao processo de preparação”, explica Andreza.

O nutrólogo reforçou a importância da equipe multidisciplinar para ajudar na educação do paciente, sobre o que acontece antes da cirurgia, na primeira semana e assim por diante. “A cirurgia é relativamente para sempre. Não dá para voltar para trás. Você vai carregar a cirurgia para o bem e as consequências dela também. […] O paciente precisa entender que ele precisa mudar porque se não mudar vai acontecer tudo de novo na vida dele”, comenta Antônio Elias.

Opções de tratamento

Entre as perguntas enviadas por internautas, o cirurgião bariátrico Luiz Vicente Berti, mediador do debate, respondeu dúvidas sobre os métodos cirúrgicos aprovados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e suas indicações.

“Existem uma série de fatores que levam a escolha por uma cirurgia ou por outra. Dessa escolha participa toda a equipe e o paciente. Existe a cirurgia certa para o paciente certo. Porém quanto mais doentes metabolicamente – diabéticos e hipertensos – eles vão ter que procurar uma cirurgia mais metabólica – a gastroplastia, conhecida como bypass – e outros podem ter a opção da gastrectomia vertical (conhecida como sleeve)”, explica Berti.

Aspectos econômicos

O aspecto econômico, do ponto de vista de pessoas de baixo poder aquisitivo e que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS), também foi discutido. O Brasil atualmente tem 8 milhões de obesos mórbidos e o número de cirurgias bariátricas feitas pelo SUS não aumentou nos últimos anos, segundo Berti.

“A gente tenta mostrar que precisa que façamos mais cirurgias. A gostaríamos de ter  resposta. Vocês precisam se unir mais e reivindicar os seus direitos. Não sejam dóceis, não fiquem esperando porque pode ser que não tenham esse tempo”, alerta o cirurgião bariátrico sobre as longas filas de espera.

“É importante a avaliação sobre quantos tratamentos uma pessoa com obesidade fez na vida e quanto ele já gastou. A cirurgia bariátrica gera economia para o sistema público de saúde, contribui com os resultados profissionais no ambiente de trabalho e pessoais porque melhora a saúde do paciente para o resto da vida”, afirma Antônio Elias.

Na próxima semana

O Barilive é uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) e acontece semanalmente às terças-feiras, a partir das 20 horas, com transmissão ao vivo no Facebook. Por lá, os internautas podem comentar, interagir e tirar dúvidas com especialistas.

 

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