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Cirurgia Bariátrica: uma questão de peso*

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Nunca no mundo houve tanta oferta de alimentos. Mas nunca as pessoas se alimentaram tão mal.

 

Vivemos a era do alimento industrializado, com comidas cada vez mais tentadoras, mas cada vez mais calóricas. O resultado é um número crescente de pessoas gordas, o que leva médicos a advertirem quanto à epidemia de obesidade pela qual o mundo passa. O problema já é considerado de saúde pública, mas não é tratado como tal. Ainda não há campanhas que estimulem as pessoas a mudar hábitos alimentares e a praticar exercícios físicos.

 

Com o aumento do número de obesos e de doenças associadas – como diabetes, pressão alta, artrites e pelos menos outras 60 –, aumenta a busca pela cirurgia bariátrica, uma redução de estômago que impede o paciente de comer em grande quantidade.

 

O Brasil já é o segundo país no mundo que mais faz esse procedimento, atrás dos EUA. Em 2014, foram cerca de 88 mil cirurgias em hospitais brasileiros das redes particular e pública.

 

Para submeter um paciente a essa cirurgia, há regras determinadas pelo Conselho Federal de Medicina. Em primeiro lugar, o paciente deve ter um índice de massa corporal acima de 40. Ou acima de 35, se tiver alguma doença associada à obesidade. Esse paciente deve também ter esgotado todas as formas convencionais para perda de peso e não ter desenvolvido qualquer tipo de dependência, como a de bebidas alcoólicas ou de drogas ilícitas. Só então é examinado por uma equipe multidisciplinar, formada por profissionais de saúde, que pode dar o aval para a cirurgia.

 

Este Caminhos da Reportagem conversou com sete pessoas que se submeteram à bariatria. Elas contam os problemas que enfrentavam antes da operação, as doenças que desenvolveram por causa da obesidade e como a vida melhorou depois da cirurgia.

 

Dois cirurgiões bariátricos, os doutores Rafael Galvão e Josemberg Campos, explicam como é feita a operação, as técnicas mais usadas, os critérios adotados, os riscos que os pacientes correm antes e depois da cirurgia e os cuidados que os pacientes devem ter na nova vida. E a psicóloga Ilana Rubim relata casos de pessoas que vão a seu consultório em busca de ajuda contra a compulsão alimentar.
Reportagem: Vera Barroso
Direção: Rafael Casé
Edição de Texto: Rafael Casé e Márcio Parente
Edição de Imagens: Fábio Melo
Produção: Luciana Góes, Renata Cabral e Márcio Parente

*Fonte: TV Brasil