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Cirurgia para Diabetes pelo SUS já pode ser feita em Brasília    

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A  Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) comemorou a inclusão da cirurgia metabólica para pacientes com Diabetes tipo 2  no programa da rede pública do Distrito Federal. Nesta terça-feira (25), o  Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) inaugura um Serviço especialmente voltado para o tratamento cirúrgico do Diabetes tipo 2.

A iniciativa da Secretaria de Saúde do Distrito Federal vem de encontro ao trabalho capitaneado pela SBCBM neste ano de 2019, quando foi lançada uma campanha exclusiva para levar ao conhecimento da população os benefícios da cirurgia metabólica para o tratamento do Diabetes Tipo 2. Através do site www.vidanovametabólica.org.br é possível obter informações sobre o procedimento. Além disso, a Campanha visa sensibilizar órgãos reguladores como a Agencia Nacional de Saúde (ANS) e o Ministério da Saúde sobre os resultados obtidos com a cirurgia para o controle da doença.

“O Distrito Federal é um exemplo e a presença do Ministro no HRAN demonstra, mais uma vez, que ele têm se mostrado preocupado com a situação da cirurgia bariátrica e metabólica no Brasil. Inclusive por iniciativa dele está sendo criado um Grupo de Trabalho, junto a SBCBM, para equacionar problemas como as longas filas de espera e falta de acesso a cirurgia laparoscópica para pacientes obesos e com Diabetes Tipo 2”, afirmou Marcos Leão.

A diretoria  da SBCBM esteve, no mês de maio, em Brasília, em reunião com o ministro Luiz Henrique Mandetta, que se comprometeu a criar um grupo de trabalho para ampliar a oferta da cirurgia bariátrica e metabólica pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Diferencial – O Serviço  do HRAN já realiza procedimentos bariátricos desde 2008. No entanto,  devido ao volume reduzido no número de procedimentos realizados, cerca de 100 cirurgias por ano, mais de 300 pessoas com obesidade mórbida aguardam nas filas de espera a mais dois anos para operar.

O Serviço de Cirurgia para tratamento de Diabetes Tipo 2 no Distrito Federal visa possibilitar um atendimento especial ao paciente com diabetes.  A Secretaria de Saúde do estado instituiu,  por meio de portaria, um Grupo de Trabalho para desenvolver o serviço de cirurgia metabólica no DF.

Cirurgia para o Diabetes foi regulamentada em 2017 – A cirurgia para o Diabetes Tipo 2 foi regulamentada há mais de dois anos pelo Conselho Federal de Medicina como opção terapêutica para pacientes portadores de diabetes mellitus  tipo 2 (DM2), com Índice de Massa Corporal (IMC) entre 30 kg/m2 e 34,9 kg/m2, desde que a doença não tenha sido controlada com tratamento clínico.

Cirurgia no DF  – O número de pessoas elegíveis para cirurgia bariátrica no Distrito Federal é de 89.321, segundo dados da análise integrada entre Vigitel 2014, IBGE  e Agência Nacional de Saúde. Já a obesidade atinge 20% da população.
De acordo com o presidente do capítulo de Brasília da SBCBM, Dr. Luiz Fernando Córdova, são realizadas, em média 100 cirurgias no Hospital Regional da Asa Norte  (HRAN) por ano. “Um dado positivo é que desde 2010, todas as cirurgias bariátricas do HRAN são feitas por videolaparoscopia”, informa Córdova.

O Hospital Universitário de Brasília também realiza o procedimento pela rede pública, no entanto, o número de procedimentos  realizados é muito pequeno.
O presidente da SBCBM, Marcos Leão Vilas Boas informa que a cirurgia metabólica já é vem sendo realizada especificamente pra tratar o diabetes em todo o mundo, inclusive no Brasil, há mais de uma década, com resultados positivos no controle da doença e na segurança do procedimento, sendo regulamentado pelo CFM desde 2017.

“A Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica comemora esse importante passo rumo à democratização da cirurgia para pacientes com diabetes tipo 2. No entanto, é importante que essas pessoas não tenham o mesmo destino na fila de espera dos obesos mórbidos. Pois, no caso dos diabéticos, a cada ano que passa, o risco de complicações como cegueira, insuficiência renal, amputações, derrames e infartos, aumenta muito, diminuindo a chance de remissão da doença e piorando o risco de mortalidade da doença”, alerta Marcos Leão.