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Cirurgiões bariátricos da Bahia formam cooperativa para fortalecer a categoria

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Cooperativa BahiaOs cirurgiões bariátricos que atuam na Bahia se uniram para formar uma cooperativa. Criada formalmente no início do mês de julho, a Cooperativa de Cirurgiões Bariátricos da Bahia já conta com a adesão de 25 dos 45 cirurgiões bariátricos atuam no Estado. O principal objetivo da Cooperativa é fortalecer a categoria e, assim, buscar soluções conjuntas para problemas como a falta de reajuste dos honorários médicos e a regularização dos repasses financeiros pelos hospitais, que hoje atuam como intermediários entre os profissionais e os planos de saúde.

De acordo com o cirurgião bariátrico Heitor Portella Póvoas Filho, presidente da entidade e primeiro secretário do Capítulo Bahia da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM-BA), há mais de dez anos os planos de saúde não fazem a revisão dos valores dos honorários repassados aos cirurgiões. “Hoje, para conseguirmos aumentar os nossos rendimentos, precisamos aumentar o volume do trabalho, pois os valores continuam sem reajuste”, destaca.

E, para agravar ainda mais a situação, os recursos que são repassados chegam com atraso aos profissionais porque os hospitais demoram a fazer essas transferências. “Em função da crise financeira que atinge a maioria dos hospitais, esse dinheiro acaba sendo utilizado como capital de giro para sanear o custeio dessas instituições. Os médicos geralmente recebem 90 dias após as cirurgias realizadas”, explica Póvoas Filho, salientando que o período usual seria de 30 dias.

Por mês, são realizadas, em média, 150 cirurgias bariátricas pelos cirurgiões baianos e cerca de 80% desses procedimentos acontecem em quatro hospitais de Salvador, que são referências para a área.

UNIÃO – De acordo com o diretor médico da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, cirurgião baiano Marcos Leão, a Bahia vive uma situação diferenciada da maioria dos estados brasileiros no que diz respeito ao pagamento de honorários e reajustes.

“Estamos estagnados há quase dez anos. A criação da cooperativa fortalecerá o capítulo e trará unidade na linguagem e nas negociações, com a perspectiva de enfrentamento do problema de forma unificada. Outras especialidades conseguiram grandes avanços com as cooperativas. Vamos atrás do que já deu certo”, declarou Marcos Leão.

O próximo passo da direção da entidade, informa Póvoa Filho, é enviar correspondência aos representantes dos convênios de saúde para informar sobre a criação da cooperativa e solicitar uma reunião para colocar em pauta a revisão dos honorários.

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