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Com diversidade de temas, Núcleo de Saúde Médica aborda tratamento clínico e cirurgia

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A integração entre o tratamento clínico e a cirurgia bariátrica e metabólica foi tema do Núcleo de Saúde Médica nesta sexta-feira (17), no XX Congresso Brasileiro de Cirurgia Bariátrica e Metabólica.

Ao longo do dia, profissionais de diferentes especialidades abordaram vários aspectos do tratamento da obesidade, da aplicação do mindfulness no tratamento à melhor dieta pós-operatória. Uma combinação de temas e profissionais que só tem a contribuir na luta contra a epidemia de obesidade e diabetes, segundo endocrinologista Sylka Rodovalho, uma das palestrantes e que integra a Sociedade Brasileira de Diabetes no departamento de obesidade.

“A gente sabe que as cirurgias bariátricas e metabólicas são os métodos mais eficientes para tratar essas duas comorbidades e eu acho que essa interação entre clínicos e cirurgiões é importantíssima para o benefício do paciente, do conhecimento da fisiopatologia dessas duas doenças, obesidade e diabetes”, comemora.

Em sua palestra, Rodovalho abordou o tema “Qual é a melhor dieta na recidiva da obesidade: cetogênica ou low carb ou hipocalórica?”, que faz relação direta entre a cirurgia e cuidados clínicos duradouros. “Quando a gente fala de estudos relacionados à dieta, a gente está falando de adesão. Se o paciente adere a uma dieta, ele vai bem com ela”, explica.

O endocrinologista e médico da Universidade Estadual de Pernambuco, Fabio Moura, foi coordenador do primeiro quadro do dia e ressaltou, também, o trabalho conjunto. “A ideia, e eu parabenizo a comissão organizadora por isso, é a gente integrar clínicos e cirurgiões e ampliar essa visão. A gente cada vez mais vai ter que trabalhar junto que é uma coisa muito boa”, comemora.

Segundo ele, que sai ganhando é o paciente. “No final da história, o principal intuito da medicina e da saúde é beneficiar o ser humano. A gente tem uma questão biológica ou mais ‘tecnológica’, mas a gente não pode perder o olhar do humano”, afirma. “Quanto mais a gente conseguir trabalhar de maneira integrada, ver o ser humano como um todo e ajudar esse ser humano, a gente vai estar cumprindo a nossa missão”.

Integração é prioridade

Segundo o cirurgião Luiz Vicente Berti, vice-presidente da SBCBM e membro da comissão organizadora, a ideia do Congresso foi justamente fomentar o trabalho em conjunto. “A cirurgia bariátrica e metabólica é uma cirurgia que você precisa de todas as pessoas trabalhando junto ao paciente”, explica. Segundo ele, a obesidade é uma doença do corpo e da alma e os pacientes precisam ser tratados integralmente. “Saúde é você estar bem de corpo e alma. Nós estamos tratando de um paciente complexo, ele tem o emocional abalado por preconceitos e tem a saúde abalada por todas essas doenças”, alerta.

Berti ressalta, ainda, a importância dessa integração entre clínica e cirurgia também no tratamento do diabetes, quando é possível recorrer à cirurgia metabólica. “Hoje, a cirurgia metabólica é uma cirurgia muito segura, mais que uma cirurgia de vesícula, desde que você não deixe o paciente chegar em um estado tão difícil”, explica. “É preciso que nós cirurgiões não queiramos operar doentes sem necessidade, mas é preciso que os endocrinologistas não deixem o paciente chegar em uma situação tão difícil que a cirurgia vai ter pouco efeito”, exemplifica.

De olho nessa necessidade de aproximar cada vez mais os profissionais envolvidos no combate à obesidade e ao diabetes, o XX Congresso Brasileiro de Cirurgia Bariátrica e Metabólica foi dividido em cursos diferentes, que abordaram saúde mental, física, tratamentos clínicos, entre outros aspectos. E todos foram realizados com as salas lotadas.

“Hoje, temos certeza de que a obesidade não tem cura, tem tratamento, e todo esse grupo junto congressados aqui, todo mundo ao mesmo tempo trocando as suas experiências, botando a ciência junto à experiência, isso que a gente buscou”, conta.

Berti comemora o sucesso do evento, que teve, segundo ele, cerca de 2.200 inscritos, e muitos objetivos alcançados. “Queremos mostrar que a cirurgia veio para ser mais uma arma nesse arsenal do tratamento da obesidade. Seja ela em seu grau maior ou menos, ela tem que ser tratada e bem tratada”.