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Congresso discute mitos e verdades relacionadas à cirurgia bariátrica

Congresso discute mitos e verdades relacionadas à cirurgia bariátrica
A  plenária do XX Congresso da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica esteve repleta de debates com especialistas de diferentes áreas que atuam no tratamento da obesidade. Na sexta-feira (17), uma das discussões tratou dos mitos e verdades da cirurgia bariátrica, destacando, principalmente, o papel da equipe multidisciplinar no sucesso no pós-operatório.

O endocrinologista e nutrólogo Durval Ribas Filho apresentou dados sobre casos de sarcopenia em pacientes operados, condição de perda de massa muscular e força na musculatura esquelética, associada a baixa ingestão de proteínas e atividade física no pós-operatório. Segundo o especialista, o processo sarcopênico deve ser monitorado e tratado preventivamente com aporte adequado de proteínas e atividade física regular.

“A sarcopenia pós-cirurgia bariátrica em jovens é diferente de adultos e idosos e o monitoramento da ingesta proteica pede uma maior atenção. A sarcopenia aumenta a taxa de mortalidade e morbidade e é fundamental o acompanhamento da equipe multidisciplinar”, destaca Ribas Filho.

Já o psiquiatra Hélio Tonelli trouxe para a pauta as alterações comportamentais que podem ser identificadas nos pacientes ainda no pré-operatório e como tratá-las após a cirurgia bariátrica. Para ele, os pacientes obesos possuem alterações psicológicas e os profissionais precisam aprender a identificar pacientes portadores de quadros subsindrômicos, ou seja, aqueles que não preenchem critérios para diagnóstico preciso, uma vez que o tempo para avaliá-los é cada vez menor. Ele também frisou a importância do profissional de saúde mental entender que esses pacientes têm particularidades se comparados com a população geral.

“A Síndrome de Metabólica e de Humor se caracteriza por alterações cognitivas, comportamentais, sintomas físicos e de alterações de ritmos biológicos que se investigada pode ser adequadamente diagnosticada. Uma forma de diferenciar pacientes com depressão metabólica é que eles têm relações muito intensa com o histórico de peso. Eles comem mais, dormem mais e tem mais apatia. Eles têm estresse psicossocial crônico, eles comem mal, costumam ser sedentários”, explica. “Se você é um profissional de saúde mental e trabalha com cirurgia bariátrica é fundamental que aprenda a identificar o que a nossa população obesa apresenta. O tipo de adoecer psicológico e psiquiátrico do obeso é diferente do paciente magro”, finaliza Tonelli.

A dificuldade de adesão à suplementação no pós-operatório foi abordada pela nutricionista Silvia Leite Faria na palestra sobre Deficiência Mineral e Vitamínica. Ela também falou sobre os maus hábitos alimentares que podem ser mantidos após a cirurgia bariátrica em pacientes que não mantém acompanhamento contínuo com a equipe multidisciplinar e as diferenças absortivas entre as técnicas cirúrgicas aprovadas no Brasil.

“Os guidelines mais recentes, mostram que para a banda gástrica ajustável é indicado um polivitamínico de 100% da recomendação diária para um adulto. No caso do sleeve, do bypass e derivação biliopancreática, a gente precisa de duas vezes o valor da recomendação diária para um adulto”, explica a nutricionista. Além dos polivitamínicos, os estudos apresentados por Silvia recomendam que alguns nutrientes precisam de uma suplementação extra. “A gente precisa de doses adicionais onde há alteração de absorção principalmente ferro, cálcio, vitamina D, B12, vitaminas lipossolúveis, proteína e zinco”, completa.

A obesidade, diabetes e dislipidemia são preditores da doença hepática. Os números da doença hepática não alcoólica, conhecida no meio médico como NASH, foram trazidos ao Congresso pelo cirurgião José Alberto Motta Correia. A doença atinge cerca de 6% da população mundial e de 30 a 60% dos pacientes obesos. Desses, cerca de 4% já são cirróticos.

“Essa doença merece um olhar diferenciado. A previsão é aumento de 178% de mortes relacionadas a doença hepática, 134% aumento na incidência do CHC [câncer primário do fígado] e deve ser a principal causa de transplantes no Brasil até 2030”, explica o especialista.

O Congresso

O XX Congresso de Cirurgia Bariátrica e Metabólica acontece entre os dias 15 e 18 de maio, em Curitiba.

O evento reúne cirurgiões bariátricos, endocrinologistas, nutricionistas, psicólogos, psiquiatras, educadores físicos e fisioterapeutas, entre outras categorias relacionadas ao tratamento da obesidade.

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