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Diabetes aumenta em até 10 vezes o risco de contrair hepatite C

Diabetes aumenta em até 10 vezes o risco de contrair hepatite C

A hepatite C é uma doença que acomete 71 milhões de pessoas no mundo. Só no Brasil, 1 milhão de pessoas tem o vírus, embora muitas não tenham o diagnóstico, já que é uma doença assintomática. O que a maioria desconhece, é que a hepatite C tem uma associação muito forte com o diabetes. De acordo com a Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), enquanto o risco de um paciente diabético ter hepatite C é de 4% a 10%, na população que não tem diabetes, o risco é de 0,7% a 1%.

“Todo diabético precisa saber desse risco aumentado de ter hepatite C e deve procurar seu médico ou unidade básica de saúde para fazer o teste gratuito do vírus. Hoje em dia, o Sistema Único de Saúde (SUS), oferece um tratamento que é extremamente eficaz”, afirmou Paulo Bittencourt, presidente da SBH, durante o workshop “Novas Fronteiras no Tratamento do Diabetes Tipo 2”, realizado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), em São Paulo.

Bittencourt alerta ainda para a associação do diabetes com a Doença Hepática Gordurosa não Alcoólica, que é a gordura no fígado observada em exames de rotina. Estima-se que 11 milhões de brasileiros tenham essa doença. “Alguns pacientes, além da gordura podem ter inflamação e essa inflamação pode aumentar a longo prazo o risco de doenças cardiovasculares, câncer e principalmente a evolução para uma cirrose hepática”, frisa.

Dados do Ministério da Saúde indicam que por ano, são registrados 20 mil óbitos por cirrose e 7 mil por carcinoma hepatocular (CHC), que é o câncer primário no fígado. Na Europa, são 85 mil mortes por cirrose e 47 mil por CHC.

Atualmente, a doença hepática gordurosa não alcoólica é a segunda principal causa de cirrose. Ela tem tratamento, mas existem outros fatores importantes que tem uma interseção importante com o diabetes, como a obesidade, resistência à insulina, glicemia alterada e síndrome metabólica.

O tratamento para essa doença é simples, mas os profissionais precisam incentivar o paciente a perder peso, basicamente em torno de 7% do peso corpóreo, fazer atividade física regularmente e seguir uma dieta saudável.  “Embora pareça simples, a experiência que temos no consultório é que a maior parte dos pacientes não conseguem manter um hábito de vida saudável e um peso corpóreo adequado a longo prazo. Alguns emagrecem, mantem o peso por um tempo, mas depois de três ou quatro anos voltam a engordar”, disse Bittencourt.

Cirurgia

A cirurgia bariátrica ou metabólica é indicada para alguns pacientes para o controle do diabetes, obesidade mórbida ou obesidade por comodidade. Nesses casos, os estudos indicam que há uma melhora importante da doença hepática gordurosa não alcoólica e mesmo a reversão da cirrose em pacientes que, no momento da cirurgia ou pré-operatório apresentavam um quadro de uma doença hepática mais agravada.

Segundo os especialistas, existem poucos estudos em doença hepática gordurosa não alcoólica. Muitos doentes já realizaram o procedimento por estarem em um estado da doença mais avançado, fibrose grave ou cirrose, mas ainda não existe evidência científica para a indicar cirurgia bariátrica para doença hepática gordurosa não alcoólica.

“Observamos que nos pacientes com quadros mais graves, de evolução mais rápida e falta de controle a todo tipo de tratamento, mudança no estilo de vida ou tratamentos farmacológicos disponíveis, a cirurgia bariátrica vem sendo indicada nos maiores centros brasileiros de tratamento de hepatologia”, finalizou Bittencourt.

 

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