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Início do XVI Congresso tem apresentações de palestrantes internacionais e expoentes da cirurgia bariátrica no Brasil

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imagem noticia 1A parte da manhã da abertura oficial do XVI Congresso da SBCBM teve uma programação recheada de destaques. Logo na primeira aula da manhã Sofie Ahlin apresentou resultados do SOS, um dos principais estudos mundiais sobre obesidade, para o público presente. A especialista abordou os resultados cardiovasculares e metabólicos do levantamento e destacou que a cirurgia bariátrica claramente diminui o risco de câncer nos pacientes operados e também o risco cardiovascular. Um debate moderado por Arthur Garrido, pioneiro da cirurgia bariátrica no Brasil, contou com a participação de João Caetano Marchesini, Carlos Arasaki, Ricardo Baratieri e Pedro Cavalcanti de Albuquerque.

 

Outro destaque foi o Simpósio I, sobre técnicas cirúrgicas. Alexander Morrel, Fabio Viegas e João Baptista Marchesini, outro expoente da cirurgia bariátrica no Brasil, trataram das melhores técnicas para realizar os procedimentos de bypass gástrico, gastrectomia vertical (sleeve) e técnicas malabsortivas.
Apesar de ser menos comum do que o Bypass Gástrico, a gastrectomia vertical tem se mostrado um tipo de cirurgia bariátrica tão eficaz quanto a primeira. Nas palavras de Fabio Viegas, os resultados são semelhantes e o sleeve é capaz de ser transformada em caso de reganho de peso. “Defendo a gastrectomia vertical também como uma cirurgia metabólica”, explicou o cirurgião.

A psicóloga mexicana e presidente de saúde integrada da IFSO, Blanca Rios, encerrou as apresentações falando sobre a influência da equipe multidisciplinar no resultado final do tratamento cirúrgico da obesidade.

“A cirurgia é uma ferramenta que ajudará o paciente. A equipe multidisciplinar tem que ensinar o paciente como usá-la bem. Vamos dizer como ter êxito ao usar esta ferramenta”, afirmou Blanca Rios. A especialista também ressaltou diversas vezes a importância do caráter educativo na atuação da equipe multidisciplinar.

“Devemos educar o paciente e sua família”, explicou, antes de encerrar a palestra destacando pontos positivos da atuação multidisciplinar:

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– melhores resultados no curto prazo;
– melhores resultados no longo prazo;- melhor qualidade de vida para o paciente;
– redução dos custos de tratamento;
– criação de um ambiente agradável e gratificante;
– melhor adesão ao tratamento.

Após as primeiras apresentações o público pode conhecer a área de exposição. Os principais expositores apresentaram novidades e equipamentos para os profissionais que atuam na área, além de produtos voltados para áreas como nutrição e educação médica.

A parte da tarde reservou outras palestras aguardadas. Luis Augusto Carneiro de Albuquerque apresentou as relações entre o fígado, a obesidade e as complicações da cirurgia bariátrica. Em seguida, Celso Luis Empinotti e Marcelo Salem abordaram as principais ocorrências em bypass gástrico e gastrectomia vertical.

imagem noticia 3Os dois especialistas abordaram formas de evitar estas complicações, como reconhecê-las e também maneiras de resolvê-las.
“A má técnica é responsável por grande parte das complicações”, afirmou Salem, que ressaltou que em sleeves a principal complicação é o refluxo, seguida de colecistite calculosa e infecção de parede e trombose venosa mesentérica. Para Salem, a literatura é controversa, pois alguns estudos apontam que a gastrectomia vertical pode ser um tratamento para a gastrectomia vertical, enquanto outros indicam que esta complicação pode piorar após a cirurgia bariátrica.

A última seção científica do dia tratou da cirurgia revisional por perda inadequada de peso. “A seleção e o preparo dos pacientes é fundamental”, destacou Almino Ramos. Isso permite ao cirurgião poder decidir o momento mais adequado para a cirurgia, a técnica mais indicada e as variações técnicas possíveis. “Talvez uma das coisas que tenhamos que pensar seriamente é que bypass é uma cirurgia inadequada para superobesos”, exemplificou.

O cirurgião também afirmou que é preciso conversar com a equipe multidisciplinar para saber se o paciente é realmente um bom candidato para a cirurgia. “Temos que assumir que existem pacientes que não irão melhorar”, alertou Almino. Para o especialista é preciso treinar melhor a equipe multidisciplinar e também alinhar melhor a expectativa do paciente em relação à cirurgia. “Não adianta uma mulher de 50 anos, mãe de três filhos, desejar ter o peso ou o corpo que tinha com 18 anos”, disse. Portanto, é preciso aprimorar o preparo do paciente para a cirurgia, especialmente para que ele compreenda que a cirurgia bariátrica não é apenas uma operação, mas sim um programa que necessita de comprometimento.

Outro convidado internacional que marcou presença foi o argentino Pablo Omelanczuk, que falou sobre os resultados da cirurgia revisional e destacou que existem três motivos para este tipo de cirurgia: perda de peso insatisfatória, problemas metabólicos e efeitos colaterais adversos intoleráveis. Durante a apresentação Pablo abordou que apesar de a cirurgia revisional ser associada a riscos maiores, a literatura indica que quando o procedimento é feito em instalações preparadas e cirurgiões experientes, ele é seguro. “A revisão é mais efetiva para a redução de comorbidades do que para a perda de peso”, disse.

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