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Ministério da Saúde quer diminuir o consumo desenfreado de açúcar no Brasil

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O Ministério da Saúde pediu à Receita Federal o aumento no imposto de refrigerantes e outras bebidas ricas em açúcares como forma de desestimular o consumo no país. As bebidas são associadas ao aumento de peso e doenças como o diabetes, problemas cardiovasculares e câncer.

A medida é similar com o projeto que a Inglaterra adotou, em 2016, para diminuir o consumo de açúcar e reduzir a obesidade infantil no país.

> Entenda como a Inglaterra pretende diminuir a obesidade infantil pela metade até 2030

Segundo o documento obtido pelo UOL, o Ministério da Saúde quer encarecer todas as bebidas açucaradas ou com adoçantes, incluindo chás, sucos, néctares e, claro, os refrigerantes, de 1,3% para 27%. O projeto também propõe um preço mínimo, assim como já é feito com cigarros, e o fim de incentivos fiscais às fabricantes.

A nota técnica da pasta aponta que o consumo diário de uma lata de 355 ml de bebida açucarada “já seria o suficiente para um aumento de cerca de 83% no risco de diabetes melitus 2 em relação àqueles indivíduos com consumo ocasional (menos de uma porção por mês) dessas bebidas”.

O pedido à Receita Federal foi protocolado pela gestão anterior do Ministério da Saúde, até então sob comando do ex-ministro Ricardo Barros, mas a atual gestão do ministro Luiz Mandetta não pretende interferir no processo. A decisão, porém, depende da análise da equipe econômica do governo federal e não há prazo para apreciação do pedido.

As empresas fabricantes das bebidas protestam contra qualquer aumento de tributo e afirmam que existem outras formas de se combater a obesidade.

Leia a reportagem na íntegra clicando aqui.

Obesidade no Brasil

Pesquisas apontam o Brasil como o 5º no ranking mundial da obesidade. A doença é uma realidade para 18,9% dos brasileiros. Já o sobrepeso atinge mais da metade da população (54%). Entre os jovens, a obesidade aumentou 110% entre 2007 e 2017. Esse índice foi quase o dobro da média nas demais faixas etárias (60%). Os dados são do Ministério da Saúde.

Nos últimos anos houve um aumento do consumo de alimentos altamente calóricos e ricos em gordura, sal e açúcar, mas pobres em vitaminas, minerais e outros micronutrientes. O sobrepeso e a obesidade tem origem numa série de fatores, mas principalmente no hábito do mundo moderno de consumir cada vez mais produtos processados – com a adição de substâncias que os torna mais duráveis, palatáveis e atraentes, normalmente derivadas de gorduras e açúcares. Ao desequilíbrio na balança, soma-se a vida sedentária.