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Número de pessoas com Diabetes Tipo 2 deverá triplicar em 17 anos

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O número de pessoas com Diabetes Tipo 2 (DMT2) deverá triplicar no mundo nos próximos 17 anos. O dado foi apresentado pelo médico e pesquisador austríaco, Karl Miller, no último dia 30 de março, em São Paulo.

“O diabetes tipo 2 é uma das principais causas de mortalidade no mundo, sendo responsável pela morte de 627 mil pessoas, em média, por ano, na Europa. Isso se deve muito ao aumento da obesidade”, alertou o pesquisador.

Segundo ele, o custo total associado ao Diabetes no mundo é estimado em U$65,2 milhões anuais, sendo U$10,7  milhões em gastos diretos e outros U$54,4 milhões de gastos indiretos com os efeitos que a doença desencadeia no organismo.

“O diabetes foi responsável por 9% do gasto total em saúde na região europeia no ano de 2015. Os gastos médicos de pacientes com DMT2 é entre duas e quatro vezes maior do que o gasto de pacientes obesos sem diabetes”, enfatizou o pesquisador austríaco.

Ele veio ao Brasil para o 1º Encontro de Líderes em Cirurgia Bariátrica, evento promovido pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) para discutir os aspectos econômicos e sociais do DMT2 nos sistemas público e privado – e que reuniu cirurgiões de todo o Brasil com atuação no tratamento da obesidade.

OBESIDADE X DIABETES – A obesidade é conhecida como o principal fator de risco para o desenvolvimento da doença.  Mais de 80% dos pacientes com DMT2 estão acima do peso. No Brasil, a Cirurgia Metabólica, regulamentada pelo CFM, passou a ser indicada como opção no tratamento  para a diabetes mellitus Tipo 2 (DMT2) para pacientes com obesidade e que não conseguem controlar a doença por meio do tratamento clínico.

“Estudos científicos realizados na Europa e nos Estados Unidos  comprovam cada vez mais a eficácia da cirurgia metabólica no tratamento do Diabetes Tipo 2, demonstrando que cerca de 75% dos pacientes avaliados deixaram de usar insulina após a cirurgia”, informa Miller.

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), Marcos Leão Vilas Boas, destacou que desde a década de 90, os estudos com pacientes obesos diabéticos, submetidos a cirurgia, apontavam o controle da glicemia.

“Hoje sabemos que além de controlar o peso e a glicemia, é possível controlar o colesterol e a pressão arterial, o que é fundamental para evitar complicações como a perda de visão, da função renal e outras”, ponderou. “Descobrimos também o impacto da cirurgia a na secreção de hormônios produzidos no estômago e intestino, que leva à maior produção de insulina, independente da perda de peso, e no gasto energético”, declarou Marcos Leão. “E o mais importante são os trabalhos que comprovam que diminui as complicações dos pacientes operados”, completou.

 

MENOS CUSTOS – O médico e pesquisador austríaco apresentou os ganhos de ano de vida ajustados pela qualidade – termo em inglês Quality Adjusted Life Year (QALY) –  usado em avaliação econômica para avaliar o valor em dinheiro das intervenções médicas. Um QALY equivale a um ano de saúde perfeita.

Ele mostrou que a cirurgia metabólica tinha um custo de U$7.000/QALY a U$12.000/QALY. Após a cirurgia, o QALY resultou em uma economia de U$13.994, gerando um adicional de 5.63 anos com qualidade de vida por paciente.

Já o Jornal Internacional de Obesidade, da Universidade de Washington,  apontou os custos dos planos de saúde  para o  tratamento clínico  e cirúrgico do paciente com Diabetes Tipo 2. Foram analisados dois pacientes: o que controla a doença com medicamentos e o que passou pela cirurgia metabólica. “No momento em que a cirurgia metabólica é realizada, o investimento sobe. Depois da cirurgia, o custo contínuo do plano de saúde diminui devido a remissão de comorbidades como diabetes, hipertensão, doenças nas articulações e outras”, relatou Miller. “Já o custo do paciente tratado com terapia convencional como a insulina, por exemplo, acumula e aumenta com o passar do tempo”, finaliza.

Texto: Ceres Battistelli – SBCBM

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