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Obesidade na terceira idade exige cuidados redobrados

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idoso_exercicio_desporto_ssA obesidade no Brasil não está crescendo apenas entre os jovens, adultos e crianças, mas também entre pessoas da terceira idade. Segundo os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a prevalência de obesidade aumentou, nas últimas duas décadas, em praticamente todas as faixas etárias. No entanto, chama atenção para o fato de que na população acima de 65 anos, 16,7% das mulheres e 8,1% dos homens estão obesos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), idoso é o indivíduo com 65 anos ou mais nos países desenvolvidos. Já nos países em desenvolvimento já se enquadram na terceira idade pessoas acima dos 60 anos. “Os dados oficiais são imprecisos em relação à prevalência de obesidade mórbida na população idosa, mas o fluxo de pacientes nesta condição que procura consultórios especializados é cada vez maior”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, Caetano Marchesini.

Avaliação deve ser mais rigorosa – Ele explica que a avaliação pré-operatória em pessoas acima de 60 anos é que deve ser mais rigorosa, levando em consideração o risco/beneficio, o método cirúrgico mais apropriado e os resultados de uma avaliação funcional utilizada especificamente pela geriatria e gerontologia.

“O quanto a perda de peso pode contribuir para a melhoria dos aspectos funcionais deve ser considerada na indicação ou não da cirurgia bariátrica no idoso”, ressalta Marchesini. “O fato concreto é que cada vez mais pacientes acima de 65 anos, com obesidade severa, estão buscando o tratamento cirúrgico”, reforça.

O médico alerta para o fato que os pacientes com idade entre 60 e 65 anos devem ser estudados mais profundamente e avaliados por meio de critérios objetivos sobre os benefícios da cirurgia. Estes pacientes devem ser também tratados em centros especializados, com elevado movimento cirúrgico e baixos índices de mortalidade.

Critérios – Os critérios cirúrgicos para indicação de tratamento da obesidade foram criados em 1991, pelo Instituto Nacional de Saúde norte americano (NIH). Foi estabelecida a idade de 65 anos como limite para que um paciente possa passar por uma cirurgia bariátrica. No entanto, fica a critério de cada cirurgião ou equipe a possibilidade de avaliar individualmente pacientes mais velhos, considerando a relação risco/benefício de cada caso. No Brasil os critérios adotados são os mesmos. As regras brasileiras adotadas pelo Ministério da Saúde e Conselho Regional de Medicina consistem na avaliação individual de pacientes com idade superior a 65 anos.

“Os resultados em termos de perda de peso, solução de doenças associadas e índice de complicações são semelhantes aos da população mais jovem”, afirma Marchesini.

Exemplos de sucesso – A dona de casa Alice Nedzvega, aos 68 anos, pesava 120 quilos, em apenas 1,50 metros de altura. Alice acumulava problemas de saúde relacionados ao excesso de peso, entre eles, pressão alta e artrose nos joelhos. Em sua última visita ao ortopedista, Alice recebeu a recomendação médica de que deveria perder peso para que pudesse operar o seu joelho, sobrecarregado com o peso do corpo. Após inúmeras tentativas para emagrecer, dona Alice foi encaminhada a uma consulta com cirurgião bariátrico.  “Eu tinha muito receio de fazer a cirurgia, devido a cicatrização na minha idade”, recorda Alice.

Feito todos os exames necessários, Alice fez a cirurgia por videolaparoscopia em março de 2014. De lá para cá já perdeu 51 quilos e os problemas nos joelhos desapareceram, assim como a pressão alta. “Estou felicíssima. Tenho certeza que depois da cirurgia ganhei mais uns 20 anos de vida. Estou esbanjado saúde aos 69 anos”, relata Alice.

Já o empresário Otto Riederer, aos 67 anos, tomava medicamentos diariamente para pressão alta e diabetes. Pesava 120 quilos. Tentou de todas as formas emagrecer. “Recorri a cirurgia bariátrica e passei a pesar 80 quilos. Hoje tenho uma vida nova, com mais ânimo, disposição e sem remédios”, finaliza Otto.