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Pacientes com diabetes Tipo 2 tiram dúvidas sobre cirurgia metabólica

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Pacientes que acompanham a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) nas redes sociais puderem tirar dúvidas ao vivo, no Barilive, sobre tratamentos eficazes – clínico e cirúrgico para o Diabetes Tipo 2.

Nesta quinta-feira (26), renomados especialistas, entre eles, o presidente da SBCBM, Marcos Leão Vilas Bôas; o cirurgião, ex-presidente da SBCBM e coordenador do Centro de Tratamento da Obesidade  do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Ricardo Cohen e a endocrinologista – também do Hospital Oswaldo Cruz, Tarissa Petry, falaram sobre os sintomas do Diabetes Tipo 2, riscos de não controlar a doença e sobre os resultados dos tratamentos disponíveis aos pacientes.

O diabetes tipo 2, a forma mais comum da doença, afeta geralmente pessoas obesas ou com excesso de peso.

No Brasil, a Cirurgia Metabólica já vem sendo utilizada há mais de uma década para o tratamento do Diabetes Tipo 2 em pessoas com obesidade.

No entanto, desde 2017 o Conselho Federal de Medicina regulamentou a sua indicação para pessoas com menor grau de obesidade (IMC maior que 30), abrindo o caminho para um maior número de pessoas que não conseguem manter a doença controlada e buscam reduzir o risco das complicações.

Antes do Brasil diversas instituições de outros países já recomendavam  a cirurgia para pacientes selecionados. Entre eles estão o  National Institute for Health and Care Excellence (NICE) do Reino Unido e a International Diabetes Federation. Boa parte da população, porém, não tem conhecimento dos potenciais benefícios e  da possibilidade de tratar com cirurgia uma doença que sempre foi tida como incurável e de manejo apenas medicamentoso.

O presidente da SBCBM, Marcos Leão Vilas Boas, destacou a importância da cirurgia metabólica no tratamento do diabetes devido à grande frequências dessa enfermidade, e das graves complicações e riscos da doença não controlada. “Cerca de metade dos pacientes com diabetes não consegue controlar sua doença, e maioria também apresenta hipertensão arterial e colesterol elevado, aumentando em mais de dez vezes o risco de de infarto, derrame e complicações do diabetes.”, disse Marcos Leão.

Apesar do acompanhamento periódico dos médicos e o uso de novas medicações, o Diabetes Tipo 2 é uma doença extremante complexa e, talvez por isso, de difícil controle. “Todos os estudos mostram que temos aí 50% menos de controle dos pacientes com diabetes no mundo e no Brasil”, disse a endocrinologista Tarissa Petry do Centro de Diabetes e Obesidade do Hospital Oswaldo Cruz.
Ela explica, que o paciente com Diabetes sem controle no Centro de Obesidade em que ela atua, é encaminhado para a cirurgia metabólica – estando dentro dos critérios de indicação.

“Após a cirurgia este paciente é acompanhado durante um mês pelo cirurgião bariatrico . Depois disso, quem assume o paciente é o endocrinologista que irá acompanhá-lo permanente, pois este paciente tem Diabetes”, informa. Segundo ela, a evolução do paciente com diabetes mal controlado é a mesma. Evolui para um infarto, doença arterial periférica, retinopatia, nefropatia e assim por diante

Do número de diabéticos no Brasil, cerca de 1,2 milhão pacientes não tem controle da doença, mesmo tomando uma boa medicação. “Nós precisamos oferecer outras opções aos pacientes, como a cirurgia metabólica, principalmente porque sabemos que os resultados da cirurgia com os remédios são muito melhores que apenas o medicamento”, ressaltou Ricardo Cohen. “Sabemos que esses doentes têm uma chance cada vez maior de problemas de olho, rim, derrames e infartos e sabemos que a cirurgia com os remédios vai diminuir essa incidência”, completou.

Obesidade
Já se sabe que a obesidade é uma das causas do aparecimento do diabetes tipo 2. Dados da Global Burden of Disease, de 2013, apontam que mais de 50% dos obesos do mundo se concentram em 10 países. Neste ranking, o Brasil ocupa a quinta posição, ficando atrás dos Estados Unidos, China, Índia e Rússia e seguido por México, Egito, Alemanha e Paquistão

ESTUDOS – De acordo com os dados analisados, a cirurgia metabólica é segura e apresenta resultados positivos de curto, médio e longo prazo, diminuindo a mortalidade de origem cardiovascular, conforme demonstram casos controlados e estudos randomizados.
“ A cirurgia metabólica deve ser considerada como uma opção para tratar o DT2 em pacientes com obesidade grau 1, com a doença mal controlada apesar do tratamento médico”, finalizou Marcos Leão .

O vídeo completo do Barilive sobre Diabetes pode ser conferido no Facebook da SBCBM e em nosso canal do YouTube.