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Pacientes obesos sem resultados clínicos devem ser encaminhados para cirurgia bariátrica

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O Barilive desta terça-feira (21) reuniu grandes nomes da cirurgia bariátrica e da endocrinologia para falar para aos pacientes “Quando a cirurgia bariátrica deve ser indicada”. Participaram do debate  da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM)  a endocrinologista e presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) e presidente do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Maria Edna Melo, o cirurgião e Mestre e doutor em cirurgia, Presidente eleito da Federação Internacional de Obesidade e Distúrbios Metabólicos (IFSO) e ex-presidente da SBCBM, Almino Ramos e, como mediador, o cirurgião bariátrico Tiago Szego.

A endocrinologista, Maria Edna Melo, disse que o ideal – antes de indicar a cirurgia bariátrica – é que os pacientes tenham sido submetidos há dois anos de tratamento clínico.

“No entanto, se os resultados não forem satisfatórios, não podemos enrolar este paciente. Precisamos encaminhar para a cirurgia bariátrica”, disse Maria Edna Melo.

Já o cirurgião Almino Ramos Mestre e doutor em cirurgia, Presidente eleito da Federação Internacional de Obesidade e Distúrbios Metabólicos (IFSO) e ex-presidente da SBCBM, Almino Ramos, destacou que existem 150 doenças que são associadas ao acúmulo de gordura no corpo e ajudam a definir a necessidade da bariátrica. “Existem bom respondedores ao tratamento clínico e existem mal respondedores ao tratamento clínico, assim como na cirurgia bariátrica. No entanto, o nosso objetivo é sempre  possibilitar ao paciente que ele tenha uma vida com qualidade”, disse Almino.

IMC –  De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM) a indicação para cirurgia bariátrica deve ser feita para pacientes com diagnóstico de obesidade mórbida, que corresponde ao Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 40 (grau III) e /ou pacientes com IMC a partir de 35, associado a comorbidades (doenças decorrentes da obesidade) como diabetes, hipertensão e atrofias.

Segundo Ramos, o número do IMC para a indicação da cirurgia é muito variável. “Existem pessoas que têm um IMC de 44 ou 45 que, às vezes, não tem nenhum problema de saúde a não ser o excesso de peso. As vezes temos um paciente com IMC 32 que apresenta quadro de diabetes e hipertensão. Está cada vez mais difícil definir o que é a obesidade mórbida”, afirmou.

A presidente da ABESO destacou que o limite entre obesidade e obesidade mórbida não é bem definido. “Isso porque se for pensar clinicamente no paciente, a obesidade mórbida é aquele caso que vai levar a uma incapacidade funcional muito maior. Vai fazer com que a pessoa não consiga trabalhar ou pelo excesso de peso ou pelo excesso de doenças associadas”, afirmou Maria Edna.

Acompanhamento – Antes de optar pelo tratamento ou cirurgia, os endocrinologistas fazem uma avaliação do paciente. “Se ele tem muita fome, se tem compulsão, se tem dificuldades para escolher o alimento adequado. Muitos desses pacientes já tentaram outras vezes e isso é importante de ser avaliado”, pontuou Maria Edna.  Ela ainda disse, que alguns pacientes são encaminhados direto para a operação. “Tem aquele paciente que chega com IMC de 50, com histórico complicado e na média dos 35/40 anos. No primeiro atendimento eu já começo a trabalhar com ele a possibilidade da bariátrica” disse.

Já Almino Ramos explicou que o caminho contrário acontece com frequência. “Quando indicamos a cirurgia nós precisamos saber que o paciente não tem nenhum problema endócrino, então nós fazemos essa indicação da avaliação do endocrinologista antes e depois da operação”, disse Ramos.

Escolha dos profissionais é  fundamental – Ambos os especialistas destacaram a importância de escolher profissionais habilitados para o tratamento.

“A melhor forma de encontrar um profissional capacitado é buscando através de entidades reconhecidas. Temos o site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica e da Abeso. Os pacientes devem buscar nestes locais referências de profissionais credenciados, que frequentam congressos e têm título de habilitação para atuar no tratamento da obesidade”, orientou Almino.

Obesidade no Brasil –  Segundo dados do Ministério da Saúde, o número de obesos no Brasil cresceu 60% em 12 anos e 18,9% das pessoas das capitais brasileiras, com mais de 18 anos, sofrem com a obesidade.

 

O Barilive, uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) acontece todas às terças-feiras, às 20 horas, e é transmitida ao vivo na nossa página do Facebook.

O vídeo com a transmissão do Barilive pode  ser encontrado na Página da SBCBM no facebook. Acesse e confira.