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Qualificação dos cirurgiões e técnicas menos invasivas possibilitam procedimentos bariátricos mais seguros

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566A obesidade tem aumentado de forma contínua no Brasil. Segundo estudo divulgado na Revista inglesa The Lancet, o Brasil tem mais da metade da população acima do peso ou obesa, sendo 58% das mulheres e 52% dos homens. Nesse cenário é crescente a procura pela cirurgia bariátrica, popularmente conhecida como redução de estômago, indicada para casos de obesidade mórbida e controle de doenças associadas como diabetes, hipertensão, dislipidemia, apneia do sono, doenças ortopédicas severas entre outras.

 

Com um grande poder de repercussão a classe artística também vem contribuindo para difundir a cirurgia no país, já que muitas figuras notórias optaram pela realização da cirurgia bariátrica, embora alguns não revelem publicamente. “A cirurgia não é indicada como tratamento estético e sim para melhora de doenças associadas e qualidade de vida. Deve ser recomendada para pessoas com obesidade mórbida, o que pressupõe ter pelo menos 40 quilos de excesso de peso, ou doenças graves relacionadas ao excesso de peso. Os resultados de melhora do Diabetes Tipo 2 são notórios”, explica o Dr. Almino Ramos, Presidente da SBCBM – Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica no biênio 2013-2014.

A qualificação dos cirurgiões, às técnicas menos invasivas utilizadas atualmente por laparoscopia e endoscopia, possibilitaram procedimentos mais seguros e eficientes, mas vale ressaltar que para diminuição de riscos e êxito do procedimento um dos principais fatores é a preparação do paciente para a cirurgia em ambiente multidisciplinar.

“A evolução dos materiais e equipamentos utilizados nas cirurgias tornou os procedimentos menos invasivos, mais rápidos, seguros e com tempo menor de recuperação, mas tudo isso pode ser prejudicado se o paciente não tiver uma preparação clínica adequada para a cirurgia. É fundamental fazer uma análise rigorosa das condições de saúde do paciente, qualificação do cirurgião, estrutura hospitalar, técnica utilizada, além do acompanhamento multidisciplinar”, comenta Dr. Almino.

Vale destacar que a primeira forma de tratamento da obesidade deve ser sempre por meios clínicos com dietas, atividade física reeducação alimentar e medicamentos. Se essas etapas falharem, ai sim a cirurgia pode ser indicada.

Dicas para uma boa preparação (pré-operatório):

• É imprescindível saber se o cirurgião está habilitado para fazer este tipo de cirurgia, verificando se ele é membro da SBCBM. A consulta pode ser feita pelo site (www.sbcbm.org.br).

• Saber se ele atua com equipe multidisciplinar que auxiliará no preparo e orientações pré-cirurgia e também por todo o acompanhamento pós-cirurgia.

• Também é importante saber qual a técnica que será utilizada na cirurgia. Ela deve constar na resolução CFM n° 1942/2010, que regulamenta a cirurgia bariátrica no Brasil.

• Se possível, visite o local (hospital ou clínica) onde será realizada a cirurgia.

• Realizar todo o protocolo de exames pré-operatórios.

• É recomendado que o paciente emagreça cerca de 5% a 10% de seu peso antes da cirurgia para melhorar sua condição clínica. Isso aumenta a segurança na operação.

• O paciente deve passar por consulta pré-anestésica para o médico rever os exames e a avaliação clínica já feita. Essa consulta tem a finalidade de prevenir quaisquer problemas durante a cirurgia.

 

Crédito da foto: Dalboz17 via Compfight cc