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Residência médica em cirurgia bariátrica pode reduzir as filas dos hospitais do sistema público de saúde

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Das 88 mil cirurgias realizadas em 2014 em todo o país, somente 10% foram feitas em unidades da rede pública; estimativa de crescimento das cirurgias no SUS, ainda para este ano, é de 3%

286Após conquistar o reconhecimento da cirurgia bariátrica como área de atuação pelo CFM – Conselho Federal de Medicina, no início do mês de fevereiro, a diretoria da SBCBM – Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, trabalha agora no cadastramento de programas de residência médica em cirurgia bariátrica que serão implementados nos serviços habilitados para o atendimento ao indivíduo com obesidade.

O objetivo de iniciar o quanto antes a residência e treinamento dos cirurgiões é disponibilizar no serviço público mais profissionais gabaritados e, dessa maneira, agilizar o atendimento dos pacientes cadastrados nos centros de obesidade. Além disso, o Ministério da Saúde trabalha para ampliar o número de serviços de cirurgia no SUS. Essas ações, em médio prazo, contribuirão para a diminuição das filas no SUS.

“Inicialmente, com mais serviços cadastrados, as filas podem aumentar devido à demanda reprimida. Porém, ainda para este ano, estimamos um crescimento nas cirurgias em torno de 3%. As ações promovidas, paulatinamente, terão um impacto positivo nas filas com a consequente redução do tempo de espera”, explica o Dr. Josemberg Campos, Presidente da SBCBM – Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica.

A rede atual de atendimento pelo SUS – Sistema Único de Saúde conta com 77 serviços de assistência de alta complexidade ao indivíduo com obesidade, distribuídos por 21 Estados.

Certificações
Com o reconhecimento da área de atuação, o cirurgião também conquistou o direito de poder ter sua certificação como especialista em cirurgia bariátrica. Para isso, ele precisará realizar uma prova de aptidões que as diretorias da SBCBM e da AMB – Associação Médica Brasileira estão formatando em conjunto.

“Até o final deste ano teremos tudo formatado e iniciaremos esse processo. Como em algumas especialidades, o cirurgião bariátrico realizará uma minuciosa avaliação das suas aptidões para conseguir a certificação. Com isso, queremos promover a excelência dos cirurgiões, além de elevar a qualidade dos serviços, tanto públicos quanto privados”, comenta Dr. Josemberg.

Cirurgia Bariátrica no Brasil
A SBCBM segue as diretrizes que foram estabelecidas em reunião conjunta com Ministério da Saúde e Conselho Federal de Medicina, que gerou a Resolução CFM n° 1766, de 13 de maio de 2005, atualizada posteriormente para resolução CFM n° 1942, de 12 de fevereiro de 2010. Nela estão definidas as indicações para a cirurgia bariátrica, como deve ser montada a equipe multidisciplinar que fará o acompanhamento de cada paciente, os tipos de cirurgias autorizadas no Brasil, além de outras diretrizes legais.

De acordo com as orientações da resolução a cirurgia é liberada apenas para pacientes com IMC igual ou maior que 40 e pode ser realizada em casos de IMC entre 35 e 40, desde que o paciente tenha comorbidades como, por exemplo, o diabetes. O IMC é calculado a partir da divisão do peso pela altura ao quadrado.

A cirurgia bariátrica vem crescendo expressivamente no Brasil, que é o segundo país com mais cirurgias realizadas. Em 2014 foram realizados cerca de 88 mil procedimentos. Do número total de cirurgias feitas no Brasil estima-se que 10% são feitas pelo SUS.

Crédito da foto: Anoto AB via Compfight cc