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Revisão sistemática sobre treinamento de força em pacientes pós-bariátricos é apresentada na IFSO

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A presidente do Núcleo de Saúde Física e Reabilitação da Sociedade  Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), a educadora física Rejane Marcon,  apresentou no 23º Congresso Mundial de  Cirurgia Bariátrica e Metabólica da Federação Internacional para a Cirurgia de Obesidade e Transtornos Metabólicos (IFSO), em Dubai, uma revisão sistemática sobre treinamento de força em pacientes pós-bariátricos.

O estudo, que contou com a participação do cirurgião Caetano Marchesini, da educadora física, Cristina Aquino e do também educador físico,  Ragami Chaves, foi apreciado para publicação.

“Além do emagrecimento, a cirurgia bariátrica traz grande perda de massa muscular, o que pode comprometer o bom resultado final. Sabendo-se que a musculatura está diretamente associada a taxa metabólica basal, apresentamos uma revisão sistemática sobre o impacto do treinamento de força no paciente pós-bariátrico, posto que esta é a melhor maneira de estimular a síntese de fibras musculares. Analisamos os resultados na massa muscular, emagrecimento, condicionamento cardiorrespiratório, funcionalidade corporal e força”, diz o estudo.

De acordo com a pesquisa, treinamentos realizados em um período curto de tempo (até 12 semanas) não promoveram mudanças significantes na composição corporal, porém, foram capazes melhorar força, funcionalidade, condicionamento cardiorrespiratório e parâmetros cardiometabólicos.

“Parece que alguns tipos de treinamento podem ser capazes de acelerar o emagrecimento e prevenir a perda excessiva de massa muscular, principalmente quando o treinamento físico é realizado durante 1 ano ou mais. Os grupos que não realizaram exercícios físicos mostraram maior perda de massa muscular e emagrecimento reduzido em relação ao grupo que treinou”, conclui o estudo.

Contudo, foi observado que o desenho dos estudos, descrição de protocolos,  medidas aplicadas, assim como a diferença de idade, gênero e ingesta calórica variam muito. Sendo assim, se fazem necessários estudos mais homogêneos e com metodologia apropriada para que sejam desenvolvidas diretrizes de prescrição de treinamento físico seguro e eficiente.

A IFSO – Participam da IFSO 2.155 médicos, cirurgiões, pesquisadores e equipes multidisciplinares que atuam no tratamento da obesidade mórbida no mundo todo.