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Saiba como aproveitar a Páscoa sem descuidar da alimentação*

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Na hora de escolher ovos de Páscoa fique atento à composição informada no rótulo: priorize produtos com pouca gordura e mais cacau.

A Páscoa se aproxima. Alguns cuidados com a alimentação são importantes nessa data, como evitar o consumo excessivo de chocolate. De modo geral, os ovos de Páscoa e os outros tipos de chocolate expostos à venda são preparados com muito açúcar e gorduras, substâncias que em excesso podem prejudicar a saúde.

 

Rico em carboidratos e gorduras, o chocolate fornece muitas calorias. Para se ter uma ideia, uma barra pequena de chocolate ao leite (30g) fornece em média 200 calorias. Para quem quer emagrecer esse valor é muito alto. Seria necessário para gastar 200 kcal, fazer 50 minutos de caminhada ou 50 minutos de ciclismo.

 

Além disso, muitas vezes os chocolates possuem recheios ricos em açúcares e gorduras, principalmente gorduras trans. O consumo excessivo desse tipo de gordura pode elevar os teores do colesterol total e do colesterol ruim (LDL Colesterol) e reduzir os níveis de colesterol bom (HDL Colesterol) no sangue. Segundo a Organização Mundial de Saúde, não existe recomendação para a ingestão de gorduras trans. O ideal é que se consuma o mínimo possível essas substâncias.

 

Dessa forma, se consumidos em excesso, os chocolates podem trazer problemas futuros, como o aumento do peso e das taxas de colesterol no organismo.

 

Uma dica importante na hora de comprar chocolates é verificar a lista de ingredientes e a tabela de informação nutricional constantes nos rótulos. Os ingredientes utilizados na preparação ou fabricação dos chocolates são declarados, na lista de ingredientes, em ordem crescente de quantidade. Assim, deve-se optar por chocolates com maior teor de cacau e, consequentemente, menos açúcar. Com relação à avaliação da tabela de informação nutricional, os chocolates com menor quantidade de gordura saturada e trans devem ser priorizados.

 

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Pescados, como o bacalhau, são fontes de proteínas para o organismo e fornecem outros nutrientes importantes, como vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais.

Outro alimento que aumenta significativamente o consumo durante a semana santa são os pescados. Preocupada com essa mudança na dieta dos brasileiros nesta época do ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lança algumas dicas relacionadas ao consumo de chocolates e pescados.

 

No Brasil é reconhecido como bacalhau todo peixe salgado e seco. Existem no mercado nacional cinco espécies de peixe diferentes: Gadus morhua (Cod) e Gadus macro cephalus, que são reconhecidas como bacalhau legítimo, e Saithe, Ling e Zarbo.

 

Na hora de comprar o bacalhau é preciso estar atento a algumas dicas:

 

• O produto deve ser armazenado em local limpo, protegido de poeira e insetos;

• Verifique se não há a presença de mofo, ovos ou larvas de moscas, manchas escuras ou avermelhadas, limosidade superficial, amolecimento e odor desagradável, que indicam que o produto não está bom para consumo;

• Quando vendido embalado, deve apresentar no rótulo a denominação de venda, data de validade, país de origem, prazo de validade, selo de inspeção federal e outras informações obrigatórias;

 

As proteínas presentes em alimentos de origem animal são completas, por conterem todos os aminoácidos essenciais que os seres humanos necessitam para o crescimento e a manutenção do corpo, mas que o organismo não é capaz de produzir. Assim, os alimentos de origem animal, tais como os pescados, as aves e as carnes, são excelentes fontes proteicas e de outros nutrientes (Guia Alimentar para a População Brasileira – Ministério da Saúde, 2006).

 

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Utilizar temperos naturais, como cominho e noz-moscada, ajuda a deixar a comida mais saudável e menos dependente do uso de sal, que em excesso é prejudicial

Além dos pescados serem fontes naturais de proteínas para o organismo, eles fornecem outros nutrientes importantes para os seres humanos, como vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais. Os principais minerais encontrados nos pescados são: zinco, fósforo, ferro, cálcio e iodo (no caso de pescados de origem marinha). Ainda, os peixes são importantes fontes de vitaminas do complexo B (como a tiamina, a niacina e a vitamina B12). Além disso, os peixes são ricos em ácidos graxos poliinsaturados, um tipo de gordura considerada saudável. Dentre estes destaca-se o ômega 3, encontrado principalmente em peixes de águas profundas e frias, como salmão, sardinha, cavala, arenque e atum.

 

Por todos esses motivos os peixes são considerados alimentos saudáveis e, dessa forma, devem estar presentes na alimentação.

 

DICAS NUTRICIONAIS:
Algumas medidas devem ser tomadas no momento do preparo ou do consumo dos pescados, a fim de melhorar a qualidade nutricional desses alimentos:

1. Dar preferência a peixes assados, cozidos ou grelhados. Evitar consumir peixes fritos, que possuem alto teor energético e de gorduras.

2. Retirar o couro do peixe antes de prepará-lo. A gordura saudável presente nos peixes está concentrada principalmente em sua carne e não em seu couro.

3. Utilizar temperos naturais para preparar peixes, tais como cebolinha, cebola, alho, orégano, manjericão, manjerona, cominho, noz-moscada, louro, etc. Deve-se evitar o consumo excessivo de sal e de temperos industrializados. No caso de pescados que já venham salgados, é necessário dessalgá-los adequadamente para evitar que o teor de sódio no alimento fique alto.

4. No tradicional almoço de Páscoa, faça preparações mais saudáveis com muita salada colorida, legumes, carne branca como peixe, frango ou aves. Outra dica importante é sempre dar preferência aos alimentos integrais que possuem mais nutrientes, como o arroz integral.

 

*Este artigo foi elaborado por nutricionistas integrantes da Comissão de Especialistas Associados (COESAS) da SBCBM, sob supervisão das nutricionistas Alessandra Coelho, Mariana Corradi e Caterine Frazão.

Fonte: ANVISA