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Saiba quais são as recomendações de bariátrica para adolescentes, idosos e atletas

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O Barilive desta terça-feira (28) discutiu a realização da cirurgia bariátrica para pacientes em situações especiais, como adolescentes, idosos e atletas.

O debate reuniu grandes nomes, como o cirurgião bariátrico e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Metabólica e Bariátrica (SBCMB), Felipe Rossi; a nutricionista Tamires Precybelovicks, que é integrante da equipe multidisciplinar da Clínica Caetano Marchesini e o educador físico Marcos Moraes de Oliveira, mestre em ciências endocrinológicas e Fisiologista do Exercício e Coordenador de pesquisa clínica do Instituto de Medicina Sallet.

De acordo com a nutricionista, os critérios devem ser mais rígidos para pacientes com mais de 65 anos. “Pacientes entre 16 e 18 anos desde que bem avaliados e com autorização dos pais podem sim fazer a cirurgia bariátrica, desde que seja um paciente apto às mudanças que a cirurgia impõe depois. Os pacientes de 60 a 65 anos pode fazer a cirurgia e os resultados são bem próximos aos pacientes mais jovens. Já os que tem mais de 65 anos devem ter mais avaliação dos prós e contras com mais critério pelo profissional responsável”, explicou.

ADOLESCENTES – Segundo o cirurgião bariátrico, entre as avaliações a serem feitas ao adolescentes está o ambiente familiar. “Normalmente os adolescentes precisam ser olhados como um todo. Ele precisa saber quais serão as condições impostas que a eles, já que não se sustentam, não têm carro e dependem de alguém”, afirmou Rossi.

Tamires alertou que os hábitos familiares influenciam o adolescente. “A maioria desses adolescentes tem um pai ou mãe que já fez a cirurgia então ele já está acostumado com um ambiente com alimentação inadequada.  É muito difícil esse adolescente sair de casa e ir ao mercado comprar uma salada para comer no almoço”

O educador físico afirmou que a prática de exercício também é influenciada pelos hábitos alimentares. “Se quer motivar o adolescente tem que incentivar os pais deles. Precisam ter o estímulo dos pais tanto para a prática do exercício quanto para a alimentação. Priorizar atividades que não envolvam alimentação. Esses adolescentes não têm muita facilidade em ir a locais com muita gente, como uma academia que tem muitos espelhos e pessoas que estão no padrão de beleza aceito pela sociedade”, disse.  “Esse paciente que sofre bullying normalmente eu pergunto o que ele gosta de fazer, nem que sejam aqueles jogos que provocam movimentação, mesmo que seja dentro de casa, mas que seja interessante a ele”, ressaltou Oliveira.

Ainda de acordo com o educador, mesmo que o paciente pratique exercícios ele não deve ficar muito tempo sentado. “O adolescente ainda passa muito tempo na frente do computador. O ideal, além de fazer os exercícios, é que o paciente não fique mais de seis horas sentado ao longo do dia. É necessário ser ativo, não apenas malhar durante uma hora”, explicou

Rossi também afirmou que os exercícios físicos para os idosos devem ter atenção especial na questão de ganho de massa muscular. “O idoso sente mais impacto na perda de massa magra, ele já tem a redução natural devido a idade. Essa perda de massa pós-bariátrica vai gerar um impacto muito maior nesse paciente. Antes de começar a analisar o exercício físico de ganho de massa temos pensar em reduzir ou prevenir essa perda de peso no pós-operatório”, afirmou. “O paciente idoso precisa ganhar força, então é um acompanhamento muito importante”, ressaltou.

Aplicativos. – A nutricionista e o educador físico incentivaram o uso de aplicativos para monitorar os exercícios já realizados e a alimentação para auxiliar na reeducação. “Os aplicativos que marcam passos e movimento são interessantes, nem tanto pelos dados levantados – que são questionáveis – mas pela forma como isso afeta o psicológico do paciente. O automonitoramento é necessário para o paciente alcançar esse mérito”, disse Rossi.

A nutricionista afirmou que pode monitorar a alimentação dos pacientes por meio de aplicativo. “Também tem alguns aplicativos que ao escanear o código de barras apresentam exatamente a quantidade de proteínas e calorias do produto. Isso é muito legal para a nutrição”.

 De acordo com os especialistas o fato de já ter passado por complicações devido a obesidade faz com que eles tenham um cuidado maior após a cirurgia. “O adolescente vai ter muita vida pela frente. O idoso, quando opera, já tem um cuidado maior, já precisou tomar uma série de medicamentos após problemas”, afirmou.

Segundo Felipe Rossi, o paciente adolescente nunca terá alta. “Obesidade é uma doença crônica. Me preocupo em falar para o adolescente sobre a auto sabotagem. Por exemplo: seis meses após a cirurgia ele vai num fast-food e não vai dar diferença na balança, isso é auto enganação e vai dar um resultado negativo no futuro”. cirurgião

Já a nutricionista afirmou que a diferença dos cuidados interferem na forma como tomam as vitaminas. “Não dá para deixar de tomar a vitamina porque esquece, como fazem os adolescentes. O idoso tem uma adesão maior a essa suplementação, que precisa ser consensual. O paciente precisa de vitamina B12, vitamina D, ferro, cálcio e um polivitamínico. Se o paciente não está tomando essas vitaminas ele vai ter problemas no futuro, principalmente o adolescente em relação ao cálcio. Nessa época os ossos ainda estão se formando e o uso adequado de vitaminas pode interferir na ‘qualidade’ dos ossos quando adultos”, alertou.

O Barilive é uma proposta da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica para informar a população sobre temas relacionados à operação. As transmissões acontecem todas às terças-feiras, às 20 horas.

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