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SBCBM reforça necessidade de políticas públicas para tratamento da obesidade em audiência no Senado

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A audiência partiu do requerimento do senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO), que não pôde estar presente por problemas de saúde, e foi conduzida pelo presidente da CAS senador Romário (PODE-RJ)

Foto: Pedro França/Agência Senado

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) esteve na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado durante a audiência pública interativa que debateu a prevenção do diabetes e o acesso aos tratamentos da doença na manhã desta quarta-feira (27).

Na audiência, o vice-presidente da SBCBM, Fábio Viegas, apresentou dados sobre os benefícios do tratamento cirúrgico e o número de casos de remissão da doença em pacientes submetidos à cirurgia metabólica.

“Tivemos a oportunidade de falar sobre a importância da criação de políticas públicas de implementação no Sistema Único de Saúde (SUS) e pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Foi uma discussão muito positiva e voltamos convictos sobre a importância de democratizarmos o acesso à cirurgia metabólica no país”, comenta Viegas.

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), Dr. Marcos Leão Villas Bôas, o tratamento da obesidade e doenças associadas a ela, como diabetes tipo 2, hipertensão, entre outras, tem um impacto social, econômico e no futuro da população.

“Estamos trabalhando para que as autoridades, agências e órgãos da saúde tratem a obesidade efetivamente como uma doença crônica grave e que traz impactos . Por outro lado, quando tratada precocemente, traz economia, qualidade de vida, bem-estar e melhora da produtividade”, diz Marcos Leão.

Além da Fábio Viegas, estiveram presentes a Galzuinda Reis, da diretoria da SBCBM, que enfatizou a necessidade de melhorar o acesso a cirurgia bariátrica e metabólica no SUS e aumentar o número de cirurgias realizadas no país; o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Hermelinda Pedrosa; os médicos Áureo Ludovico e Francyne Veiga Cyrino; o presidente da ONG Unidos Pelo Diabetes, Rafael Ernane Almeida Andrade; o consultor da Associação de Diabetes Juvenil, Heitor Zanini; e Maria José Oliveira Evangelista, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde.

DADOS – No mundo existem cerca de 425 milhões de pessoas com diabetes. No Brasil, a estimativa é que 16 milhões de pessoas convivam com a doença. De acordo com o Atlas do Diabetes, esse número tende a aumentar mais de 150% até 2035. Os especialistas consideram que o Diabetes tipo 2 será a próxima epidemia global, pelo número de novos casos e a dificuldade no controle da doença em uma parcela dos pacientes.

Vale considerar que a obesidade é um fator de risco para o diabetes. Uma pesquisa do Ministério da Saúde indicou que entre os anos de 2006 e 2016 foi registrado um aumento de 61,8% nos casos de diabetes no país. Em paralelo, o número de casos de obesidade cresceu 60%.

POLÍTICAS PÚBLICAS – No último dia 30, o governo federal sancionou a lei que institui a Política Nacional de Prevenção do Diabetes e de Assistência Integral à Pessoa Diabética. Fazem parte das diretrizes, a universalidade, a integralidade, a equidade, a descentralização e a participação da sociedade na definição e no controle das ações e dos serviços de saúde. Estão previstos também como pontos da política a promoção de ações coletivas preventivas à doença e o investimento em desenvolvimento científico e tecnológico sobre métodos de tratamento e cuidados para o não desenvolvimento da doença

Confira a audiência na íntegra aqui: