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Terapia ocupacional ajuda paciente a se adequar a uma nova realidade

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Terapeuta ocupacional compreende a rotina das pessoas e propõe atividades que reorganizem o cotidiano, facilitem a adesão ao tratamento cirúrgico da obesidade e o insiram o paciente em uma nova dimensão social cotidiana.

O terapeuta ocupacional é um facilitador do tratamento cirúrgico da obesidade. Os profissionais da área que atuam em equipes multidisciplinares de cirurgia bariátrica são responsáveis por auxiliar os pacientes a entrarem e se adequarem a uma nova realidade, pautada por atividades e estilo de vida saudável.

 

“Nós fazemos um link multidisciplinar entre as diversas áreas envolvidas no pré e no pós-operatório da cirurgia bariátrica, promovendo uma reorganização do cotidiano do paciente em tratamento nas esferas mental, social, física e lazer por meio de ocupações saudáveis e alinhadas a sua nova condição clínica”, explica Vanina Barbosa Lopes, terapeuta ocupacional e integrante da COESAS – Comissão de Especialidades Associadas da SBCBM – Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica.

 

Quando a adesão do paciente ao tratamento não ocorre, a terapia ocupacional ganha maior destaque porque sua atuação impulsiona e amplifica o trabalho realizado por outras especialidades das COESAS, como a psicologia, educação física, fonoaudiologia, dentre outras profissões. O terapeuta mergulha no cotidiano do paciente para compreender como mudar sua realidade e com isso auxilia a gerar comprometimento com o tratamento.

 

Alimentação, exercícios e muito mais
O ser humano é um ser ocupacional: seu tempo é preenchido por atividades diversas, como o trabalho, a prática de exercícios, a alimentação, os estudos e o lazer. No entanto, o estilo de vida moderno faz com que muitas pessoas acabem ocupando suas rotinas com comportamentos que prejudicam a saúde. É aí que o trabalho do terapeuta ocupacional acontece.

 

“Ajudamos o paciente a transformar seus hábitos. A proposta é que ele substitua atitudes nocivas a sua saúde por outras benéficas, atividades sempre pactuadas com a busca do paciente pela reorganização da vida cotidiana”, explica Vanina.

 

No pós cirúrgico as atividades necessitam ser repensadas e graduadas, pois, logo após a operação, o paciente muitas vezes apresenta uma sensação de cansaço e fraqueza devido as restrições nutricionais. Como seu organismo está se adaptando ao novo, o terapeuta, pode auxiliar no desempenho ocupacional através das técnicas de conservação de energia, adaptações necessárias para realização das atividades cotidianas.