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Decidi fazer a cirurgia bariátrica e metabólica. E agora?

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A Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) reuniu na última quinta-feira (10), os cirurgiões bariátricos Felipe Rossi e Guilherme Bassols junto com a nutricionista Aline Ferrite para tirar dúvidas frequentes sobre a cirurgia. O tema atende a demandas frequentes de dúvidas de pacientes que descobrem a cirurgia bariátrica e metabólica como alternativa para tratamento da obesidade e doenças relacionadas.

Durante a transmissão do Barilive, os especialistas abordaram tópicos relacionados ao primeiro contato com o paciente, orientações comuns, técnicas cirúrgicas, pré e pós-operatório entre outros temas.

Uma das práticas adotadas pelos cirurgiões são grupos de palestras voltados aos pacientes e familiares. Segundo Bassols, essa é uma oportunidade para que a família conheça mais sobre o tratamento cirúrgico da obesidade e do diabetes.

“É uma palestra para esclarecer como trabalhamos, a indicação da cirurgia, o resultado esperado e muitas vezes têm importância muito além do paciente. Já o familiar, que está em dúvida e desconfiado, sai da palestra convencido que a cirurgia é uma boa opção”, conta Bassols. “A ideia é quebrar barreiras, desmitificar e trazer a família para perto”, completa Felipe Rossi.

A mudança alimentar também é ponto importante do período pré-operatório e que deve permanecer após a cirurgia. Segundo a nutricionista Aline Ferrite, os pacientes são orientados antes da operação e mantém acompanhamento frequente no pós-cirúrgico. Ela também faz reuniões com pacientes para esclarecer dúvidas sobre a alimentação no pós-operatório imediato.

“Eu oriento a alimentação, oriento sobre a mastigação, falo sobre os goles de água e mudança de hábitos. Quando o paciente fez a cirurgia e sabe que precisa mudar, ele começa a gostar de outros alimentos e experimentar para ter uma vida mais saudável e melhor”, comenta Aline.

Quem pode fazer a cirurgia bariátrica?

Os especialistas explicaram os critérios de indicação do tratamento cirúrgico. Atualmente, segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), estão aptos os pacientes que atendam a alguns críterios, como o Índice de Massa Corporal (IMC), idade, doenças associadas, tempo de doença e a constatação da intratabilidade clínica da obesidade por um endócrinologista.

Com relação ao IMC, estão aptos pacientes com:

– IMC acima de 40 kg/m² , independentemente da presença de comorbidades.
– IMC entre 35 e 40 kg/m² na presença de comorbidades.
– IMC entre 30 e 35 kg/m² na presença de comorbidades que tenham obrigatoriamente a classificação “grave” por um médico especialista na respectiva área da doença.

A idade também é um critério para indicação da cirurgia bariátrica. Em pacientes abaixo de 16 anos, a cirurgia só pode ser realizada se houver indicação de dois cirurgiões bariátricos titulares da SBCBM e pela equipe multidisciplinar. A operação deve ser consentida pela família ou responsável legal e estes devem acompanhar o paciente no período de recuperação. Entre 16 e 18 anos sempre que houver indicação e consenso entre a família ou o responsável pelo paciente e a equipe multidisciplinar. Entre 18 e 65 anos, sem restrições quanto à idade. Acima de 65 anos após avaliação individual pela equipe multidisciplinar, considerando risco cirúrgico, presença de comorbidades, expectativa de vida e benefícios do emagrecimento.

Quem pode fazer a cirurgia metabólica?

Em dezembro de 2017, o CFM publicou uma resolução que trouxe novas regras e ampliou a indicação da cirurgia metabólica para tratamento da diabetes. O tratamento cirúrgico é indicado quando o paciente não apresenta resultados com o tratamento clínico do diabetes com dieta, exercícios e medicamentos orais e injetáveis.

Nestes casos, a cirurgia metabólica é indicada quando o paciente possui:

– Diabetes tipo 2, diagnosticado há menos de 10 anos
– IMC superior a 30 kg/m²;
– Com mais de 30 e no máximo 70 anos;
– Parecer médico que aponte a resistência ao tratamento clínico com antidiabéticos orais e/ou injetáveis, mudanças no estilo de vida
– Tenha comparecido ao endocrinologista por no mínimo dois anos